terça-feira, 19 de maio de 2009

A FACADA DA DISCÓRDIA

O mundo tá muito louco
eu não posso acreditar
que tanta coisa tão feia
normal esteja a ficar
que tanta coisa errada
o povo esteja a aceitar!

Começou o deputado
que estava se lixando
para o povo brasileiro
que está reivindicando
decência e moralidade
e os eixos bem cobrando.

E o tal do "baixo clero"
estava a preparar
um golpe contra o povo
ia fazer se pintar
o rosto do brasileiro
bola no nariz botar.

Pois a farra das passagens
eles queriam manter
com o dinheiro do imposto
que pagamos se entreter,
que bom que nossa pressão
não deixou acontecer...

Mas eu levantei da cama,
liguei o computador
pra fazer manutenção
no programa "surfador"
que navega na internet
e vi um grande horror!

Mocinha adolescente
cometeu um ato mau,
e por causa do seu ato
foi parar no hospital
o pai, que a proibiu
de sair, sendo leal.

O pai disse para a moça
de sua casa não sair,
e por isso ela pensou
de ato mau incutir
passando pela cozinha
perpetrou o mau agir!

Pegou ela de uma faca
no quarto do pai entrou,
enquanto ele dormia
logo o esfaqueou
uma facada nas costas
pois ele a contrariou...

É tanto horror no mundo
é tanta perversidade
que vejo o noticiário
e pergunto se é verdade,
e se esse ser humano
tem tanta sagacidade.

Ou talvez, seja o demo
que esteja a tentar
fazendo que o ser humano
o mal venha a praticar,
mas isso não é desculpa,
errou, tem é que pagar!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Galope à beira-mar a favor da água

Saiba que lamento que devo lhe dizer
Que você ainda não sabe o valor
De um rio limpinho e também da flor
E a rara beleza que nos dá prazer
Sob a desculpa de desenvolver
Veneno na água você vem botar
Dizendo que é para praga matar
Mas esquece que dessa água bebendo
O povo um câncer vai desenvolvendo
Se tomar da água da beira do mar.

O rio que corre tranquilo em seu leito
Já se apavora da destruição
Que o bicho homem causa de montão
A mãe natureza se perde no eito
Dos seres humanos o maior defeito
Ser irresponsável deixando acabar
O meio de a sua vida salvar
E tantos sinais insiste desprezando
De que o seu mundo está se acabando
Sob a ressaca das ondas do mar!

autonomia das almas

Tocantins é um estado
Onde o sol mui forte brilha
Onde o pai cria a filha
Se sentindo sossegado
E muito aliviado
De do mundo violento
Cheio de tolo bufento
Conseguir se aliviar
A família preservar
De um grande sofrimento.

Conquistou autonomia
Porque seu povo lutou
Com esforço edificou
Toda noite, todo dia
O estado que queria
Para seu filho criar
Com honra se sustentar
Vivendo tranqüilidade
Com regozijo e verdade
E motivos pra cantar.

Este é o belo estado
Onde eu me instalei
E onde edifiquei
Um sonho bem desejado
Docemente arquitetado
E no qual me empenhando
Acabei estropiando
Minhas mãos em carne viva
Pelo sonho de uma diva
Que no mundo me encontrou
Para si me desejou
Uma senhora furtiva.

Nestas décimas declamo
O meu nobre ideal
Desta terra sem igual
Onde a mulher que amo
E com quem brigo e reclamo
Seja pelo povo forte
Que lida com dor e morte
Na seca terrificante
Honrada a todo instante
Abençoada na sorte.

Autonomia só vem
Quando o povo se esclarece
E de lamber bota esquece
E podem vir mesmo cem
Pessoas com seu vintém
Desejando de comprar
Honradez a se afirmar
Em ação executada
Leva uma alfinetada
Corre à casa pra chorar.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Nova postagem, finalmente!

Gente, desculpe a ausência!

Eu estive muito ocupado com diversos assuntos a exigir minha atenção. Prometo que vou tentar manter mais atualizado este blog.

Segue, como pedido de desculpas pela ausência forçada, uma amostra de um novo trabalho de nossa autoria, publicado em janeiro deste 2009. Mas quem quiser ver a obra completa, terá que pagar R$ 1,50 no folheto!

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Foi um fato muito triste
O que vi acontecer
Horrível e deprimente
Coisa triste de se ver
E que os estudiosos
Não conseguem entender.

Um moço desajustado
Ao qual a ex-namorada
Tinha dado um destino,
Foi a conta encerrada,
Não quis aceitar os fatos
E pensou em coisa errada.

Ele era tresloucado
Variava pra valer
Umas horas furioso
Outras a se enternecer
Ou então ficava calmo
Sem ninguém o entender.


Contatos comigo para adquirir os meus folhetos!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Umas sextilhas para falar do aperreio pelo qual estou passando

Estes versos abaixo escrevi na inspiração de falar do aperreio que passo agora, em junho de 2007, em que tenho trabalho, mas o salário não é suficiente para pagar as contas. Que drama né?

Vejam nas quatro estrofes abaixo.

O poeta cantador
quando falta o de comer
a viola desafina
já não consegue vencer
o desafio que enfrenta
começa logo a sofrer.

Ele olha a patroa
a panela sem feijão
os filhos logo lhe pedem
um pedacinho de pão
os seus olhos já marejam
corta-lhe o coração.

O jeito é construir
uma história arretada
e imprimir mil folhetos
e na feira anunciada
vender seu cordel maneiro
na história bem contada.

Ele pega o trocado
vai comprar um mantimento
leva pra sua mulher
alivia o tormento
de seus filhos tão magrinhos
interrompe seu lamento.

sábado, 2 de junho de 2007

Sacrifício

Era uma quinta feira
Em muito especial,
Pois o bom ou mau destino
Do ser que é terreal
Logo ao dia seguinte
Das opções bem distingues
Teria o seu final.

Pois desde que foi formado
Esse ser que Deus criou
Do barro e deu-lhe vida
Por nada se rebelou
Pois deixou-se enganar
Pelo ser do mal guiar
E do bem já se privou.

Mas a bruta confusão
Não começou no jardim,
É história mais antiga
Da qual saberei o fim
Que na Bíblia antevejo
Em meio ao meu desejo
Que Deus não esqueça a mim.

O começo foi no início
Dessa grande criação
De todo o Universo
Pela poderosa mão
De quem tem todo o Poder
E que pode nos manter
Sob boa proteção.

Esse nosso Universo
Antes de ter criação
De nada se existia
Nem um traço ou previsão
Mas um ser bem divinal
Decidiu-se afinal
Por prover a execução.

Ao prover a execução
Desse plano criador
Esse ser mui poderoso
Por um gesto de amor
Gerou um filho bendito
Alguém para ser bem visto
E ser o governador.

E esse ser bem visível
Herdou de seu gerador
Amor grande e intenso
Fonte de árduo calor
Capaz de nos derreter
A dor de um vil prazer
Que causa mágoa e dor.

E assim a existência
Do nada se originou,
E para bem governar
Nobre filho Se mostrou
Para a todos revelar
Quem fez tudo se formar
E Ele mesmo gerou.

E para auxiliar
Na precisa condução
Dos destinos do Universo
Seguindo-lhe decisão,
O Senhor fez se formar
Seres para lhe ajudar
E prestar adoração.

O mais alto serviçal
Destes que foram criados
Se sentindo o mais belo
Abandonou os cuidados
Desejou adoração
Governar a criação
E muitos foram levados.

Foi bem cerca de um terço
Dos servos de meu Senhor
Aqueles que se iludiram
Com o ser do desamor
Do homem a invejar
Da chance de se salvar
Cospem ódio e terror.

E por culpa do impuro
Que total se rebelou
Adão desobedeceu
Do proibido provou
E por isso condenados
Estamos todos fadados
A morrer quem já pecou.

Mas para sua criatura
Não ser logo condenada
Providenciou-se um plano
Pra ser alma resgatada
Toda a que aceitasse
E com Deus se consertasse
Já ‘taria libertada.

Porisso, lá em Belém
O Senhor Jesus nasceu
E foi lá em Nazaré
Que sua vida viveu
Se deixou sacrificar
E com morte de amargar
Vida nos ofereceu.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Leiam, e saberão. Uma contribuição ao debate sobre a redução da maioridade penal

A MORTE DE JOÃO HÉLIO E A VIDA DOS MORADORES DA PERIFERIA
Júnior Brasil (um poeta negro da periferia)

Houve um horrendo crime
Chocante até demais
Tremendo, horripilante,
Provocando muitos ais,
Revolta, sede de sangue,
Instinto apavorante
Do jeito de animais.

O assalto de um carro
Que no vermelho parou
Os bandidos se mostraram
Assalto se declarou
A mulher já se rendeu
Do volante já correu
E o carro entregou.

Sua filha, no carona
Só fez a porta abrir
E logo pulou prá fora
Nem pensou de reagir
E a sua mãe correu
A pegar o filho seu
E foi no cinto bulir.

O bandido arrancou
Levando, a arrastar,
A criança inocente
A muito se apavorar
O garoto pereceu
Com imensa dor morreu
D’uma forma de assustar.

Enquanto se deslocavam
Do local a mui correr,
Os bandidos, sem ser cegos,
Bem puderam perceber
O menino a arrastar
A muito se machucar
E já a desfalecer.

E depois de ter rodado
Distância que não bastou,
Abandonaram o carro
A fuga continuou,
No carro a lá largar
Foi policial chegar
Que viu e se assustou.

Morto tava o guri
E pouco depois correu
Nos jornais a “boa nova”
Que logo aconteceu
A prisão da “malandragem”
Que fizera a pilantragem
E um anjo converteu.

Com rapidez assombrosa
A polícia “eficiente”
Lá do Rio de Janeiro
Resolveu a “boca quente”,
Conseguiu capturar
Aos bandidos trancafiar
Investigação se deu.

Acontece que a mãe
Do jovem que faleceu
Pediu uma votação
Que inda não se atendeu
Mas que virá a matar
Os negros exterminar
Em um pesadelo meu.

Com a comoção tamanha
Querem hoje reduzir
Maioridade penal
Para ao negro punir
Por insistir em viver
Também por não se render
Em ser livre insistir.

Repare na condição
Do crime de espantar
Eram negros os tais jovens
Que vieram a matar
O garoto que morreu
Burguesinho o pai seu
No carro era o “star”!

Se fossem da zona sul
Muito bons de condição
Os jovens que arrastaram
Frágil corpo de João
Livres inda estariam
Nunca que descobririam
Qual o monstro sem noção.

A morte de João Hélio
Foi horrível prá danar,
Os caras que o cometeram
O justo devem pagar,
Mas não posso entender
A idéia sem porquê
De negros aprisionar.

Não se pode aceitar
Proposta de redução
Que matará o meu povo
Sem chance de redenção
Insistem em nos marcar
De que só no respirar
Fazemos contravenção.

As crianças da periferia morrem todo dia, de desnutrição, de falta de saneamento, de tiro de polícia, e ninguém diz nada.